Pessoal, sobre a metáfora da migração. É migração mesmo. Mas migração é um outro nome para a transição NEXT de vida. É
#FLUXONEXT… É transição de como você vive e não uma mudança de lugar. Aliás, talvez seja até mais mudança de tempo do que de espaço. Como as coisas em geral estão associadas (pois o multiverso das interações é um espaço-tempo dos fluxos), às v
ezes a mudança de lugar enseja (ou acompanha) uma migração. Às vezes, não: uma pessoa pode mudar de lugar sem migrar, no sentido de transitar de um modo de vida para outro (por exemplo, um cara que fica no computador a maior parte do dia, para ele tanto faz estar em Conceição do Mato Dentro ou em Candaar: a única coisa certa aqui é que a banda será péssima nesses dois lugares). Mudar de tempo para arrastar – ou não – o espaço, é mais difícil, mas não impossível. Mas ao mudar o modo de vida, mudamos tudo isso: o espaço-tempo dos fluxos se altera se vivermos de outra maneira a nossa convivência (porque o fluxo em questão nada mais é do que o fluxo interativo da convivência social).
De certo modo tudo é difícil se começarmos a planejar, a pensar nas consequências, nos cenários, na viabilidade, nas probabilidades de dar certo ou dar errado. O Marcelo Maceo costuma dizer que esse negócio da migração (transição) só acontece de uma vez: ou a pessoa dá uma de doida e pula logo no abismo ou não consegue. É como aquele cara que fica no trampolim pensando o que acontecerá se pular, se vai dar certo, se vai dar errado. Acaba não pulando. Quem pensa assim, dificilmente desfaz uma configuração que se reproduz automaticamente (e aí não abandona um emprego, não rompe uma sociedade ou um casamento, não resolve fazer uma viagem sem grana ou se jogar em uma aventura cujo destino é incerto).
Quem quer conservar seu modo de vida atual não precisa de migração nenhuma. Quem está insatisfeito com seu modo de vida atual mas não deseja arriscar, também não precisa de migração: aliás, a gente só precisa o que deseja e desejar é muitas vezes imprecisar.