

Na imagem abaixo (já publicada várias vezes) vemos uma lista de onze desentendimentos que dificultam a conversação. Alguns amigos continuam insistindo comigo para que escreva uma espécie de glossário. Tenho resistido porque penso que um glossário corre sempre o risco de congelar significados (que alguns ainda podem tomar como verdades, o que é pior). Mas há um contra-argumento relevante: se as pessoas não sabem o que quero dizer quando escrevo rede, democracia ou aprendizagem, isso dificulta a interação (sobretudo a conversação) com elas. Por outro lado, esse pequeno glossário – com apenas onze verbetes – não é tão pequeno assim. Se começasse a escrevê-lo agora (com todo rigor exigido), seria difícil terminá-lo antes do final da década. Talvez seja possível, entretanto, fazer um briefing do glossário, que já não seria bem um glossário mas uma descrição da contraposição entre o que estou dizendo e o que as pessoas (seguindo o senso comum: na verdade, o sentido corrente das palavras) estão entendendo. Estou pensando nisso.